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Oito de Janeiro



Não sei já, as palavras que te quero dar, o papel que os teus dedos tocam são a sombra da minha adormecida presença. È na presença então deste momento que deixo estas palavras que são a minha voz, a tinta do meu aparo a minha alma que se despoja junto aos teus olhos, para que fiques mais tempo perto de mim.
Escrevo-te esta carta no desespero deste sentimento que jamais saberei defini-lo, talvez porque ao defini-lo estaria simplesmente a limitá-lo. Contudo todo ele não tem limites.
As palavras vão tentando explicar o que sinto, mas espero que o vento não as leve na sua invisibilidade fugaz. Os meus olhos iluminam-se com a presença da tua imagem no meu pensamento, o meu coração treme só de pensar que jamais te verei.
Amo-te na mais pura das palavras, ou o que elas poderão significar no mais incondicional dos sentimentos. Amo-te contudo as palavras dizem muito, mas não dizem tudo. Quando as nossas vidas chegarem ao final muitos dos nossos sonhos e desejos já se terão cumprido, mas nunca o sabor de viver acompanhado com a tua presença, se vai realizar enquanto a minha alma estiver longe da tua.
Jamais esperarei o final da eternidade para sonhar com um beijo teu, sou mortal dos mortais, carne da carne e morrerei um dia, jamais sou o que quero ser. Espero então um dia aconchegar-me nos teus braços de anjo, esse anjo que me levará à imortalidade pela glória.
À noite, no meu momento de maior solidão penso em ti e numa estrada que me leve até ti. Sorrindo parto então para outro lugar tendo completa segurança de que por toda a minha vida, te vou ter no meu coração e sempre te vou amar.


Com amor

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