Oito de Janeiro Não sei já, as palavras que te quero dar, o papel que os teus dedos tocam são a sombra da minha adormecida presença. È na presença então deste momento que deixo estas palavras que são a minha voz, a tinta do meu aparo a minha alma que se despoja junto aos teus olhos, para que fiques mais tempo perto de mim. Escrevo-te esta carta no desespero deste sentimento que jamais saberei defini-lo, talvez porque ao defini-lo estaria simplesmente a limitá-lo. Contudo todo ele não tem limites. As palavras vão tentando explicar o que sinto, mas espero que o vento não as leve na sua invisibilidade fugaz. Os meus olhos iluminam-se com a presença da tua imagem no meu pensamento, o meu coração treme só de pensar que jamais te verei. Amo-te na mais pura das palavras, ou o que elas poderão significar no mais incondicional dos sentimentos. Amo-te contudo as palavras dizem muito, mas não dizem tudo. Quando as nossas vidas chegarem ao final muitos dos nossos sonhos e desejos já se terão cum...
Pensamentos pelo caminho da vida